Solo
É interessante como as pessoas muitas vezes parecem necessitar de um parceiro amoroso, tal qual um namorado e afins. Conversava um dia com meu colega Rominik sobre isso. Em suas palavras, seus amigos não conseguem passar 2 meses sem namorado, parece algo compulsório e, possivelmente, patológico. Pelo o que observo entre meus amigos virtuais - que parecem ter encontrado o amor da sua vida semanalmente - isso é verdade.
O fato é que, parece ser de uma necessidade da maioria estar envolvida em um relacionamento. Quando alguém torna público a informação de estar envolvido em uma relação amorosa, logo é parabenizado. O contrário ocorre na mesma intensidade, como que se estar solteiro implicasse tristeza e solidão. Entretanto, salvo raras exceções, a maioria das pessoas que mantém um relacionamento são infelizes ou atormentadas. Relacionamentos amorosos causam clausura.
Não se deve tornar a busca pelo Amor uma premissa existencial e insistir esquizofrenicamente nisso. As pessoas precisam entender que sua felicidade independe de se ter ou não um par amoroso. Precisam primeiramente amar e estar em paz consigo mesmos porquê ser feliz não é uma condição e sim, uma opção.
Adoro a vida de solteiro: sair com os amigos, não ter hora pra voltar pra casa (às vezes nem voltar), curtir o que gosto quando tenho vontade. Claro que essas são apenas as benesses. Às vezes sinto falta de alguém pra dividir minhas vitórias e frustrações.
Porém, logo desperto e percebo o quão correto estava Nietzsche quando afirmou que "nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo". Se minha vida fosse uma peça de teatro seria um monólogo. Se fosse uma apresentação musical, não seria um dueto, e sim, um solo. Às vezes, posso até desafinar mas, no final, sou eu que recebo a palmas vindas da plateia.
Porém, logo desperto e percebo o quão correto estava Nietzsche quando afirmou que "nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo". Se minha vida fosse uma peça de teatro seria um monólogo. Se fosse uma apresentação musical, não seria um dueto, e sim, um solo. Às vezes, posso até desafinar mas, no final, sou eu que recebo a palmas vindas da plateia.
Comentários
Postar um comentário