Santo Conforto
Acho interessante a forma como os
religiosos de seitas protestantes quanto à sua vida econômica. O repúdio contra
qualquer manifestação asceta e a tendência em acumular bens materiais são bem
perceptíveis. Não que eu tenha algo a favor da renúncia dos prazeres mundanos
ou autoflagelação, porém, a busca por uma vida terrena confortável e prazerosa
me soa meio estranho vindo de pessoas que buscam a ascensão ao Reino dos Céus.
Para esse grupo de religiosos não basta
desfrutar no futuro de ruas de ouro cravejadas com diamantes. A vida terrena
também necessita ser recheada de vários feitos que visam apenas o campo
material. Daí o desinteresse dessas pessoas por coisas como meditação, reflexão
filosófica ou contemplação.
No primeiro capítulo de A ética protestante e o espírito do capitalismo, Weber observava a inclinação de protestantes quanto as formações em caráter técnico enquanto estas mesmas eram preteridas pelos católicos; estes últimos preferiam as formações em caráter humanístico (filosofia, sociologia, antropologia, história, teologia, etc).
Aqui mesmo, onde trabalho, vi um religioso, começando seu ministério se comparar - sem modéstia alguma - a Jesus Cristo. A primeira exigência dele foi uma cama casal. Sorte da Humanidade que a figura de Jesus pregava a solidariedade, humildade e altruísmo. Tipos como o que me apareceu não são raros.
A teologia da prosperidade incentiva o acúmulo de bens. Na livre interpretação de textos bíblicos, os "teóricos" afirmam que a prosperidade financeira é uma recompensa pela Fé.
A verdadeira essência de Cristianismo, perdeu-se. Foi-se o tempo da pregação do Amor ao Próximo. Vivemos o tempo do dinheiro, uma ficha simbólica sem valor, mas que dá enorme significado na vida moderna. Compra-se o Homem, negocia-se suas virtudes.
A teologia da prosperidade incentiva o acúmulo de bens. Na livre interpretação de textos bíblicos, os "teóricos" afirmam que a prosperidade financeira é uma recompensa pela Fé.
A verdadeira essência de Cristianismo, perdeu-se. Foi-se o tempo da pregação do Amor ao Próximo. Vivemos o tempo do dinheiro, uma ficha simbólica sem valor, mas que dá enorme significado na vida moderna. Compra-se o Homem, negocia-se suas virtudes.
Comentários
Postar um comentário