Zinho

O trabalho na hotelaria exige o cumprimento de certas regras onde uma delas é a proibição do pedido de fotos e autógrafos à hospedes famosos. No entanto, confesso que foi complicado segurar a vontade e tive problemas para me concentrar e cumprir a minha rotina no último final de semana. 
Acontece que um jogador que eu muito admiro esteve no hotel onde eu trabalho e por alguns minutos ficamos há poucos metros de distância. No momento eu conferia filipetas, borderôs, processos de faturamento e outras coisas chatas comuns ao meu ofício. Minha colega Cristiane o atendia diretamente. Ao mirar aquela figura o coração acelerou e a respiração figou ofegante. A vontade era de pular por sobre balcão e dizer: fui e sempre serei um grande fã do seu futebol!!! Mas tive que "ficar na minha" e ver um dos ídolos da minha infância tão perto, porém mantendo-me tão distante, conservando nítida aquela polidez estéril típica dos trabalhadores do turismo.
Esteve conosco um hóspede chamado Crizam César de Oliveira Filho que, no meio do futebol, ficou conhecido simplesmente como Zinho. Este era um dos jogadores que eu escolhia pra tentar imitar o estilo de jogo nas minhas "peladas". Visualizava as principais características antes das partidas e tentava reproduzir dentro de campo. Focava nas assistências, nos passes, na armação das jogadas, na cadência, no controle do jogo e às vezes até tentava dar aquele famoso "giro" com a bola que era tão peculiar ao ex-jogador do Flamengo. Acho que às vezes até tive sucesso.
Pena que isso faz parte de um passado distante, dos tempos que eu mantinha acesa a vontade de ser jogador de futebol. Mas foi bom ver aquela figura tão representativa bem na minha frente. Lembrei de muita coisa boa: as partidas com meus amigos, o prazer que eu sentia ao jogar futebol e do quão bom era ver pela tevê jogadores de técnica tão apurada como o tal de Zinho. Foi uma honra tê-los conosco, craque. Até uma próxima!



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