Mulheres de Tefé
A questão da xenofobia, aquele horror àqueles que vêm de fora, é um grande impasse para o estabelecimento de boas relações entre visitantes e visitados, para a mútua compreensão entre os povos através do Turismo. Porém, a xenofilia - que é exatamente o contrário - é algo observável em várias situações.
Ano passado tive uma estadia de quatro meses no município de Tefé, que fica uns 600 km de Manaus. Ouvia muitas histórias sobre as mulheres de lá, mas sinceramente não achava que as coisas aconteciam com tamanha intensidade.
Há de se destacar o fato de, por conta da sua localização privilegiada, a cidade é base das forças armadas. O comércio é intenso enquanto o setor de serviços sofre de uma qualidade decadente crônica. Senti falta de ser mal atendido pelos caboclos da minha cidade. Mas o que compensou essa imperfeição foi a receptividade feminina.
Nunca pensei que o simples fato de ser um sujeito autóctone de Manaus me abriria tantas portas e, eventualmente, pernas - não necessariamente nesta ordem. Ainda hoje meu irmão diz que em 4 meses eu transei com mais mulheres do que na minha vida inteira. Já que eu estava sem notebook, Internet e TV a Cabo, essa anedota até que tem fundamento.
Uma vez perguntei se ali existiam prostíbulos. Não importava. Estar numa motocicleta, algum trocado no bolso e ser de outra cidade equivale a um passe livre no Rêmulos Club. Quando se está numa farda militar os homens são endeusados, legitimado por um processo apoteótico conhecido como coito.
Já estive em outras cidades, algumas delas até no exterior, mas em nenhuma delas vi esta espécie de xenofilia de forma tão intensa e avassaladora. Obviamente, conheci boas garotas, mas a maioria delas são desprovidas de inteligência, ridículas, desprezíveis. Qualidades que a beleza física das mesmas não compensa. Mas se a intenção for um relacionamento efêmero inconsequente, recomendo as mulheres de Tefé. Sem mais...
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