Bullying e Ignorância
Incrível como a ignorância impera quando o assunto é bullying, pelo menos nas redes sociais e na própria vida cotidiana. Os argumentos que mais ouço são do tipo "Isso não existia na minha época!" ou "Isso é coisa dessa geração nutella" ou ainda "Isso é coisa de menino criado no leite com pera", entre outros.
O fato é que o bullying sempre existiu, apenas não era assim identificado. Andei lendo bastante sobre a vida pessoal de certos intelectuais ultimamente e percebi o uso de termos genéricos para se falar de suas doenças. O caso de Weber, por exemplo, fala-se de 'crise nervosa' ou 'ataque de nervos' para falar do seu estado psicológico. Hoje em dia é bem provável dizer que ele teve problemas mais específicos como depressão ou outras síndromes psicológicas, mas em fins do século XIX os estudos na área da qual hoje chamamos psicologia estava em seu princípio e questões como a central neste texto tiveram que esperar quase um século para serem estudadas e bem definidas enquanto patologia.
Conversava com minha amiga Leilza que me contou o caso de uma amiga que era ridicularizada na escola e os colegas a chamavam Somália, por conta de certos aspectos físicos. Acabaram se encontrando posteriormente e formaram um grupo no WhatsApp. Um dia tocaram no assunto bullying e era unânime a ideia de que se tratava de "frescura", que em seus tempos de estudante isso não existia. E foi aí que Somália se manifestou. Contou a todos os males que as agressões verbais faziam em seu íntimo, sendo devastador em vários aspectos. Dificuldades de comer, choros compulsivos... coisas que redundaram em efeitos físicos e psicológicos dolorosos. Mas esse é apenas mais um exemplo.
Essa semana um atirador entrou numa escola em Goiânia e matou e feriu várias pessoas. E, adivinhem... ele era vítima de bullying. Algumas pessoas podem dizer que também sofreram com isso em seus tempos de escola, mas nunca mataram ninguém. A questão é que as pessoas tendem a reagir de maneira diferente aos mesmos estímulos, isso é natural. O que nos interessa é clamar aos mais velhos que cuidem das suas crianças. Um abraço ou 15 minutos de conversação podem valer mais do que roupas, sapatos ou videogames. A maioria das vezes, a única coisa que elas precisam é se sentir amadas. Essa é o melhor forma de prevenção para esse que é um dos maiores males a que são acometidos os nossos jovens.
Essa semana um atirador entrou numa escola em Goiânia e matou e feriu várias pessoas. E, adivinhem... ele era vítima de bullying. Algumas pessoas podem dizer que também sofreram com isso em seus tempos de escola, mas nunca mataram ninguém. A questão é que as pessoas tendem a reagir de maneira diferente aos mesmos estímulos, isso é natural. O que nos interessa é clamar aos mais velhos que cuidem das suas crianças. Um abraço ou 15 minutos de conversação podem valer mais do que roupas, sapatos ou videogames. A maioria das vezes, a única coisa que elas precisam é se sentir amadas. Essa é o melhor forma de prevenção para esse que é um dos maiores males a que são acometidos os nossos jovens.
Bullying é coisa séria!!
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