Poema Enojadinho
Meus dedos longos envolvem a sua pequena mão
E, quando vejo, ele já adormeceu em meus braços
Sempre que olho bem em sua direção
Percebo que temos mais que um elo, temos laços.
O amor é um sentimento, não há motivo ou Razão
Que brota bem antes de um filho vir
E pra todas as vezes que eu disse não
Hoje eu falo mil vezes sim.
E não importa a sua orientação
Se é espírita, ateu ou cristão
Sempre que ver aquele sorriso banguela
Não vai se importar com parábolas, contos ou
quimeras.
Quem disse que a paternidade não é um conto de
fadas?
Toda vez que sentir o cheiro bom dos seus cabelos
Vai concordar com o poeta que em cada rima ironizava
“Filhos, filhos... melhor não tê-los. Mas se não os
tê-los, como sabê-lo?”.
Havemos de concordar que algumas coisas mudarão
Como parte daquele complexo devir do qual somos
refém
Às vezes, faltará tempo para uma simples refeição
Mas, concordemos: que maravilha, que coisa linda que
os filhos são!
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