Sobre a Abominável Arte de Procrastinar
Conviver no meio acadêmico não tem sido tão promissor quanto esperava. Afora minha tendência de me reservar de toda forma de convívio e relacionamentos, a rigidez para a produção acadêmica tem me derrotado.
Falo em derrota porque ainda não consegui - e talvez jamais consiga - me adaptar à uma rotina de estudos hermética e inflexível. Tentei criar uma tabela de estudos com tópicos e horários para me dedicar durante o dia. Criei uma agenda para regular as horas dedicadas à leitura, sono e atividade física. Nada deu certo. Me acostumei a fazer as coisas quando tenho vontade e me sinto estimulado - por mais que muitas vezes esse estímulo tenha que ser criado com vídeo-aulas de certos intelectuais em que me brota uma vontade insaciável de superá-los.
Entretanto, tal comportamento tem sido acompanhado de horas dedicadas a nada mais que procrastinação. Algo que considero abominável e que certamente devo urgentemente extinguir da minha vida. E, pelo que vejo nos grupos de bolsistas que participo, esse é um problema que vem acompanhando a rotina de grande parte dos acadêmicos. Muito fomentado pelo fácil acesso à informação e entretenimento que a vida na alta-modernidade nos propicia.
No mais, hoje promete ser uma noite daquelas que mais adoro. Muita leitura, julgamentos e avaliações, atualizações na dissertação, anotações no meu arquivo - ao melhor estilo Wright Mills -, download de livros, etc. Tudo regado à uma boa xícara de café.
Bom final de ano! Que 2018 leve consigo essa vontade insana de fazer o tempo passar com atividades inerentemente improdutivas e profundamente levianas. Diga não ao suicídio intelectual!!!
como superar isso? pelo amor de deus me ajuda
ResponderExcluirCara, eu tento criar uma atmosfera que me incentive estudar, ler, me superar intelectualmente. Adoro estudar, mas às vezes sou vencido pela vontade de ver uma série ou filme ou ainda jogar videogame ou ficar mexendo nessa fonte inesgotável de prazer são os smartphones. Coloco vídeos dos maluco que admiro, podcasts, entrevistas, resenhas de livros... tudo serve! Até agora essa tem sido a maneira mais eficiente de me livrar da abominável arte de procrastinar.
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