Tocando em Feridas

Sempre evito de falar em certos momentos da minha infância, mas talvez seja o momento. Hoje é aniversário do meu único tio e farei questão de comparecer em sua casa, levar um presente e lhe dar um abraço. 
O motivo é bem simples: ele sempre me pareceu uma das poucas pessoas que se incomodavam com a situação em que eu era tratado após a minha mãe casar com alguém que não gostava de seus filhos. Eu e meu irmão tivemos problemas nessa época.
Nunca esquecerei de quando ele me deu um colchonete para dormir ao notar o estado da minha atual dormida: no chão, apenas com um lençol fino para pôr no piso e outro para se embrulhar, sem ao menos um ventilador para afastar as carapanãs. Tinha que escolher entre ficar com calor e se proteger das picadas ou enfrentar os insetos e sentir menos a quentura da noite amazônica. 
Sempre que posso lhe visito, tomamos uma cerveja, fazemos um som e rio das suas piadas. Não por agradecimento, mas por reconhecer o grande coração que esse homem sempre teve. Alguém que superou o vício no álcool e nas drogas. Pelo exemplo de pai que é. Pelo ser humano fodástico...


Obrigado, Cupido! Enquanto viver terás o meu respeito e carinho.



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