Falar e Hablar

Desde criança, sempre tive vontade de aprender uma língua estrangeira. Hoje posso dizer que me comunico em 3 idiomas diferentes, mas ainda quero aprender o francês e o italiano.
No mais, o que num primeiro momento era uma necessidade mercadológica, se tornou uma parte incrível na minha vida.
Adoro falar com estrangeiros. No meu trabalho, às vezes vem a ser cansativo, mas quando me vejo intercalando português, inglês e espanhol ao atender os hóspedes sinto uma sensação incrivelmente prazerosa.
É fantástico! Não consigo ver minha vida sem essa pequena parte. Às vezes, quando estou de folga e passeio pela cidade, meu dia só se torna completo quando abordo um turista e converso sobre assuntos diversos.
Aprendo um pouco sobre seu país e cultura e tento falar as maravilhas da minha cidade, da Região Amazônica como um todo.
Em alguns escritos é possível entender que, para os autores, o turismo pode ser visto como uma ferramenta promotora da paz entre os povos - principalmente quando o intuito do contato é a compreensão mútua entre os envolvidos.
O filósofo Levinas fala sobre essa questão quando, por exemplo, afirma que numa relação interpessoal devemos partir do Eu em direção ao Outro.
Em Martin Buber temos que é no diálogo que se dá toda a relação saudável. São as relações que tornam a nossa existência genuinamente possível. Por isso fundamenta sua filosofia sobre as palavras fundantes Eu-Tu e Eu-Isso, sendo o primeiro par aquele que deve ser atingido pelos envolvidos.
Por fim, acho que relacionar-se com estrangeiros, falando em outros idiomas, uma atividade que deveria ser praticada por todos. Absolutamente todos deveriam aprender um idioma estrangeiro e aproveitar as benesses que esse conhecimento proporciona.

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